O senador tucano, Arthur Virgílio, futucou, futucou e conseguiu a relação dos servidores da casa que realizaram cursos no Brasil e no exterior nos últimos 14 anos com recursos financiados pela instituição. Ganhou, mas não vai levar.Não é pouca coisa, 98 servidores tiveram autorização do senado para ir ao exterior participar de cursos – entre eles de idiomas, graduação, pós-graduação – somente nos três anos, sendo a maior parte, 60 % do total, no ano de 2008.
Como a burocracia só fornece dados sob muita pressão, esta informação é muito carente nos esclarecimentos, por exemplo, foi sonegada a informação do custo disto tudo, se estes sortudos continuaram a receber religiosamente os seus salários e outros dados. Apenas o essencial, fez como faz biquíni: expõe o essencial, mas esconde o principal.
Qual a motivação do senador Arthur Virgílio para tal cruzada ética? Vingar-se do responsável pela sua ida ao Conselho de Ética, o colega senaor Renan Calheiros (PMDB-AL) que teve um empregado no seu gabinete vivendo nababescamente na Austrália, mas recebendo os seus soldos integrais.
Ora, Virgílio teve a desonra de ser levado ao conselho de ética na companhia do senador Sarney e ainda está devolvendo os R$ 210 mil que o Senado despendeu com o seu funcionário que fui charlar na Espanha. Enquanto Renan com o mesmo pecado não está sendo admoestado por ninguém.
Virgílio talvez não vá ter sucesso na vingança. Esbarrou em 98 servidores indicados pelos seus colegas e vão obrigar ao Virgílio dar um chega-pra-lá no assunto.
Talvez Virgílio esteja agora repetindo a frase do Sarney, no auge da crise, “por que só eu?”, só que o coro lastimoso acrescenta “por que só nós dois?”.
Como ninguém tem interesse em apurar nada, nem a mídia que usa os escândalos apenas como combustível para o cotidiano, logo tudo cai no esquecimento e jamais Renan e os outros colegas vão ressarcir este ataque ao erário.
Mas a crise não acabou, continua queimando por baixo como fogo de monturo. Esperemos o próximo lance.
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